sexta-feira, 29 de julho de 2011

O paradoxo da Salvação e Galardão


George Cutting apresentou esta questão de forma bíblica e clara em seu livreto intitulado Segurança, Certeza e Gozo da Salvação. Ele disse que “a obra de Cristo e a salvação do crente ficam de pé ou caem juntas.” Isso é, ensinar que a salvação pode ser perdida é insinuar que a obra de Cristo pode ser também abalada. Ele continua dizendo: “O comportamento do crente e o seu gozo ficam de pé ou caem juntos.” Observe como Sr. Cutting faz distinção entre o gozo da salvação e a certeza da salvaçãoO gozo que está relacionado com o comportamento do crente. “Se fosse possível a obra de Cristo cair (e, graças a Deus, isso nunca, nunca poderá acontecer) a salvação cairia juntamente com ela. Porém, quando tropeça (e importa vigiar porque isso é possível), a sua alegria falta-lhe também.”

Prezado leitor, você vê onde o está erro de muitos filhos de Deus? Eles confundem o gozo com a certeza da salvação. Preste atenção nesta importante definição do Sr. Cutting: “A nossa segurança depende da obra que Cristo fez por nós. A nossa certeza depende da Palavra que Deus fala. O nosso gozo depende de não entristecermos o Espírito que habita em nós.” Se um filho desobedeceu seu pai praticando algo que não é do seu agrado, o que acontece? Ele deixa de ser filho? Não! O parentesco entre eles deixou de existir? De modo nenhum! A comunhão entre ele é que foi rompida. Por isso “parentesco depende do nascimento e a comunhão do comportamento.


O Inferno é a Ameaça? 
Devemos observar que a Bíblia nunca coloca o temor do inferno diante do crente como incentivo para que ele prossiga na fé e tenha um viver santo. A Palavra de Deus declara que o crente que peca é castigado se ele não confessar e abandonar o pecado. A filiação com Deus depende do novo nascimento; a comunhão depende da conduta. Por isso, pode haver união sem comunhão. Cremos que este é o sentido das palavras do Senhor Jesus em João 15:2, 6 e do autor da carta aos Hebreus no capítulo 6:7, 8.

Por outro lado, a vida eterna nunca é colocada diante do santo ou do pecador como recompensa. O CRENTE NÃO SERVE A DEUS PARA ESCAPAR DO INFERNO E NEM PARA GANHAR O CÉU. A vida eterna depende do nascimento de cima, porém, o galardão depende da conduta.


O Galardão de Cristo
A distinção entre dádiva e recompensa (galardão) nas Escrituras é bem clara. A graça é imerecida; é dom gratuito de Deus, recebida pela fé, sem dinheiro e sem preço. Na Graça o melhor serviço é sem valor, a obrigação não é reconhecida e o valor não é considerado. Porém, o Galardão é merecido; é o salário pelo serviço prestado, recebido pelas obras através do labor e sacrifício. No Galardão o menor serviço é lembrado, a obrigação é reconhecida e o valor é considerado.

O Galardão depende totalmente do crente; a Graça depende totalmente de Cristo. O Galardão olha para a fidelidade do crente; a Graça olha para a fidelidade de Deus. O galardão reconhece o mais simples serviço; a Graça ignora o melhor serviço.

A linguagem do Galardão é: “Vosso trabalho de amor.” A linguagem da Graça é: “não vem de vós.” A mensagem do Galardão é: “Servi ao Senhor.” A mensagem da Graça é: “Para aquele que não trabalha.” A voz do Galardão é: “Fostes fiel no pouco.” A voz da Graça é: “Nisto está o amor.”


Que Recompensa Teremos? 

Um dia os discípulos de Jesus Lhe disseram: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos; que recompensa, pois, teremos nós? Ao que lhes disse Jesus: Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória; sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mt 19:27, 28). Os “tronos” são dados como recompensa e não como dádiva. “E todo o que tiver deixado, casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” (Mt 19:29).

Não devemos nos esquecer que o Galardão é oferecido aos justos; a Graça é oferecida aos perdidos. O Galardão opera entre os salvos, pois Deus não reconhece qualquer valor espiritual nos não regenerados. “Não há ninguém que faça o bem; nem um só.” O Galardão começa a operar aqui e agora: “Ninguém há que tenha deixado casa... que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casa...” (Mc 10: 29, 30). Todavia, o Galardão não será provado em sua plenitude senão na volta do Senhor Jesus: “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa para retribuir a cada um segundo a sua obra” (Ap 22:12).


Assim, que as Promessas do Galardão Possam! 

A) Inspirá-lo a Realizar Maiores Tarefas para Deus:
“Amai os vossos inimigos... fazei o bem... e grande será a vossa recompensa” (Lc 6:27, 35); “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca... de modo algum perderá a sua recompensa”(Mt 10:42); “Conheço as tuas obras... amor... fé... darei a cada um segundo as suas obras” (Ap 2:19, 23)

B) Inspirá-lo a Sofrer Mais pelo Mestre Amado :
“Bem-aventurados sereis quando... vos odiarem... expulsarem... grande é o vosso galardão” (Lc 6:22:23); “Conheço a tua tribulação... tua pobreza... dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:9,10);“Combati o bom combate... acabei a carreira... guardei a fé... desde agora a coroa da justiça me está guardada...” (Tm 4:7, 8).

C) Inspirá-lo a Servir Mais ao Senhor da Seara;“Porque o Filho do homem há de vir... e então retribuirá...” (Mt 16:27); “Bem-aventurado aquele servo... quando ele vier... o porá sobre todos os seus bens”(Mt 24:46, 47); “Então veio o tempo... de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos... e reviveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 11:18; 20:4).


Deus é Galardoador As Escrituras ensinam que a vida eterna é alcançada pela graça por meio da fé. Porém, o galardão vem como conseqüência das obras realizadas depois da fé. Todos os que crêem estão participando de uma corrida e são comparados a um atleta que luta, um guerreiro que batalha, um lavrador que semeia um pedreiro que edifica (I Co 9:24-27; II Tm 2:3-6; I Co 3:9-11). Todas estas comparações indicam esforço e descansam sobre a revelação fundamental de que “Deus é galardoador dos que o buscam” (Hb 11:6). “Muitos discípulos ainda têm os olhos cegados para este mistério do galardão, o qual é um mistério aberto na Palavra. Nós entramos (na vida eterna) por meio da justiça imputada, porém, depois de termos entrado por fé as nossas obras é que determinam nosso posto, nosso lugar e nossa recompensa” (A. T. Pierson).

Esta é, sem dúvida, uma verdade para a Igreja de Jesus Cristo. “Eis que cenho venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra”(ap. 22:12). A quem o Senhor disse estas palavras? “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas” (22:16).


O que Deus Recompensará? Devemos lembrar que a recompensa é como espada de dois gumes: “Vós, servos, obedecei... sabendo que do Senhor recebereis a recompensa da herança; servi a Cristo, o Senhor” porque“quem faz injustiça receberá a paga da injustiça que fez; e não há acepção de pessoas (não há acepção de pessoas para receber segundo as obras) (Cl 3:22-25). Vejamos algumas das coisas que o Senhor há de retribuir naquele dia:

a) Piedade e Conduta Semelhantes de Deus“Amais os vossos inimigos, fazei o bem, emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa e serei filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus” (Lc 6:35). Aqui a recompensa gira em torno da conduta e caráter à semelhança do nosso Pai celestial. Devemos amar a todos indistintamente assim como faz nosso Pai. Agindo assim é que seremos “filhos” (Ruiós = filhos maduros, grego) do Altíssimo. (Não queri dizer que precisamos das obras para ser filhos, e sim que precisamos delas para sermos FILHOS MADUROS, cf Gl 4.1. O Senhor quer nos preparar para FORMAR A IMAGEM DE SEU FILHO, DE CRISTO, EM NÓS)

b) Devoção Secreta“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”(Mt 6:6). Tal oração será respondida e recompensada.

c) Nossa Atitude de CoraçãoNão julgueis e não sereis julgados... perdoai e sereis perdoados”(Lc 6:37). Um servo do Senhor disse que “nossa vida está colocando, palavra por palavra, à sentença sobre nós nos lábios de Cristo. A bondade e a glória são apenas parte de um todo: a bondade é o lado do sofrimento da glória e a glória é o lado resplandecente da bondade” (D. M. P.).

d) Nosso Serviço“E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa”(Mt 10:42). Todo serviço que prestarmos ao Senhor será recompensado. As medidas da recompensa serão devidamente pesadas pelo Senhor: “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo” (Mt 10:41)

Estas declarações manifestam de forma clara a tremenda e bendita verdade conhecida como a “lei da semeadura”: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque quem semeia na sua carne, na carne ceifará corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl 6:7, 8). Lamentavelmente, quando lemos estas palavras nossas mentes se voltam para o problema do pecado. Entretanto, o sentido aqui é mais amplo, pois Paulo continua dizendo... “façamos o bem a todos, principalmente aos domésticos da fé” (v. 10), e no versículo 6 ele disse: “E o que está sendo instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.” Está claro que o contexto aqui é semear o bem através das boas obras. A expressão “levai as cargas uns dos outros” (v.2) está intimamente ligada com a questão das nossas posses.


O Melhor Comentário do Salmo 37:3A. B. Simpson contou que John Wesley enviou certa vez uma carta a um ministro pobre. Ela continha as palavras confia no Senhor e faze o bem... e te alimentarás em segurança” (Sl. 37:3). Dentro da carta ele colocou também uma oferta em dinheiro mas nada falou sobre ela. Após receber a carta com a oferta, o tal ministro lhe respondeu: “Caro Sr. Wesley, como poderei agradecer o bastante por sua carta e dádiva? Tenho lido várias vezes este versículo e muitos comentários sobre ele, porém o seu foi o melhor comentário que já vi.” Não devemos esquecer, irmãos, do lado pratico da Palavra do Senhor (Tg 2:15, 16)

e) Nossos Motivos“Guardai-vos de fazer as vossas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai que está nos céus”(Mt 6:1). O Senhor vai recompensar principalmente o “motivo” que nos levou a fazer algo para Ele. Não apenas as boas obras que contam, mas também o motivo que nos levou a praticá-las. “O Senhor... trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor”(I Co 4:5). Deus concede a salvação não merecida, mas nunca o louvor não merecido. “A exaltação na Era Vindoura será na proporção do serviço humilde na Era Presente.” “Qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos” (Mc 10:43, 44).

f) Nosso Sofrimento“Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem. Regozijai-vos nesse dia e exultai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu” (Lc 6:22, 23). Esta foi a experiência de Moisés; ele teve “por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hb 11:26). Paulo foi provavelmente, aquele que melhor conheceu o valor do Prêmio e estas foram suas palavras: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz a nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória (II Co 4:17). Este mesmo princípio da recompensa, operou na vida do Senhor Jesus: “O qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz(Hb 12:2).

Nenhum discípulo sábio há de negligenciar tão grande volume de textos bíblicos ou lançar fora tão grande incentivo para a santidade. Nossa descoberta desta verdade no Tribunal de Cristo será tarde demais.

Prezado irmão em Cristo, medite nestas palavras com oração diante do Senhor. Cada palavra, pensamento ou ato nosso é como uma semente que lançamos no solo. Um dia a colheita surgirá: será ela linda ou alarmante? Por isso devemos semear no Espírito e não na carne. Devemos considerar seriamente estes quatro pontos: quando semeamos, o que semeamos,quando semeamos e o porque semeamos.

“OLHAI POR VÓS MESMOS, PARA QUE NÃO PERCAIS O FRUTO DO VOSSO TRABALHO, ANTES RECEBAI A PLENA RECOMPENSA” (II Jo 8).

fontes:
Extraído da Revista Palavra Profética, 1987

segunda-feira, 25 de julho de 2011

QUEM CONHECE AMA



“Lembrai-vos dos encarcerados como se preso com eles;
dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito,
vós mesmos em pessoa fosseis os maltratados” (Hb 13.3).


Pink Floyd foi um grupo que fez muito sucesso nos anos
80. Seu líder, Roger Waters sempre foi conhecido pelo seu
temperamento forte e por suas “loucuras”. O filme “The Wall”,
produzido por ele é cheio de imagens psicodélicas, angustiantes,
e claramente rodado sob pesadas drogas alucinógenas. Até
agora, era essa a imagem que eu tinha dele. Porém, nesses
dias vim a conhecer um pouco de sua história. Nasceu na
Inglaterra em meio à 2ª Guerra Mundial, filho de um soldado
que não o viu nascer, enquanto servia na Itália junto ao exército
inglês. Para escapar dos bombardeios alemães sobre Londres,
sua mãe enviou o filho para um lugar seguro no interior onde
permaneceu com outras crianças até o final da guerra.


Alguns anos depois, quando fogos e festas anunciavam
o fim dos combates, os pais foram buscar seus filhos naquele
lugar. Aquele garoto viu seus amigos um a um serem levados,
menos ele. Seu pai não veio, e pela primeira vez teve a clara
consciência de que perdera o pai sem nunca tê-lo conhecido.
Sentiu-se abandonado e sozinho, e esse passou a ser um
tema obsessivo em suas canções. Waters tem passado a vida
procurando o pai ausente num mundo frio e inóspito.


Essa leitura que fiz me aproximou dele, mesmo sem
conhecê-lo. Quando nos aproximamos das pessoas, de seus
dramas e de suas histórias, nossa visão muda. Identificamos-
nos com elas. Descobrimos nelas companheiros de viagem.
Descobrimos também que se trata de garotos e garotas
assustados como nós, buscando um sentido no mundo,
convivendo com a nostalgia de um Pai ausente.


Há alguns dias recebi um telefonema do hospital onde
prestamos capelania. Queriam minha presença urgente
para falar com um paciente que estava muito revoltado e
descontrolado. Corri para lá, e quando entrei no quarto percebi
alguém de maquiagem forte e unhas pintadas. Era um travesti.
Apresentei-me, estendi-lhe a mão, perguntei seu nome, e disse
que estava ali para ouvi-lo e ajudá-lo. Após uma hora inteira de
conversa ele havia se acalmado e eu já conhecia um pouco da
vida do Edson (nome fictício), de sua família, seus temores e
sonhos, seu desvio da fé, as portas que lhe foram fechadas... já
não via mais alguém travestido do sexo oposto, porém um ser
humano digno, embora fragilizado, alguém como qualquer outro
buscando encontrar o centro do seu ser.


Quando nos aproximamos do outro em amor, desaparece
o que nos causava espanto, raiva, ódio, perplexidade, para dar
lugar à pessoa. Não é justamente isso que Jesus fez em todo o
seu ministério? Ao jovem rico que só pensava em sua fortuna,
Jesus “fitando-o, o amou” (Mc 10.21). Diante do Mestre já não
era mais uma “samaritana”, nem uma “mulher” junto ao poço,
mas uma pessoa que ele conhecia sua história e, a despeito de
seus erros, a amou.


Vivemos num mundo cercado de muros que nós mesmos
construímos. Jesus Cristo veio para quebrar as paredes
de separação para nos aproximar uns dos outros. Cristãos
deveriam também parar de erigir muros para construir pontes.
O Evangelho nos desafia: se amais os seus pares, seus
familiares, os que lhe são agradáveis, que recompensas tendes?
Aliás, não precisa ser cristão para amar os seus iguais.


Permanecer junto a quem nos é igual e fechar-se num
grupo, num partido – seja religioso, político ou étnico, é o
caminho mais fácil para desenvolver na alma um sentimento
de oposição, de medo, e é o estopim para um mecanismo de


defesa chamado “projeção”, que nada mais é que jogar sobre
o outro todas as mazelas indesejadas ou rejeitadas – mas não
admitidas – que estão presentes em nós.


Palestinos e judeus que vivem separados por um muro,
odeiam-se mutuamente. Árabes e judeus vivendo em Jerusalém
ou qualquer outra cidade do mundo, quando se conhecem,
vivem amistosamente sem animosidades.


A intolerância diante do pecador é uma das posturas mais
inadequadas que um cristão pode ter. Igreja que não ama
ao pecador abandonou sua principal missão. Não se trata de
condescender com o erro ou pecado, mas de colocar-se ao lado
e dizer: “sei como você se sente, porque conheço também meus
pecados e é justamente por causa deles que estou aqui; por
isso estarei ao seu lado se precisar de mim”.


–“Mas pastor, Jesus disse à pecadora para ela ir e não
pecar mais”. É verdade, só que isso é interpretado de duas
formas: para “nós” é um tratamento a longo prazo, onde Deus
vai nos tratando e curando ao longo da vida. Para o “outro” é
exigido que ele obedeça imediatamente, mesmo quando ele não
tem forças para isso.


Aproximar-se
das
pessoas,
ouvir
suas
histórias,
desenvolver empatia por elas, e colocar-se em humildade nas
mesma condições, permite que olhemos o mundo com os seus
olhos. Esta é a postura que Deus espera de nós! “Lembrai-vos
dos encarcerados como se preso com eles; dos que sofrem
maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa
fosseis os maltratados” (Hb 13.3).


Talvez nosso maior desafio seja o de conhecer o outro.
Enquanto são desconhecidos, eles nos assustam e são alvo de
nosso julgamento. Somos capazes de amar somente quando o
distante se faz próximo.


Olhei ao longe e vi um animal caído na estrada. Cheguei
mais perto e vi que era um ser humano. Abaixei-me e reconheci
o meu irmão.


Daniel Rocha, pastor
dadaro@uol.com.br

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Oração pelo pastor Shantilal Ninama

8/7/2011 - 09h50
Pastor é ameaçado de morte por extremistas hindus
  
 
Igreja Indiana 

ÍNDIA (32º) - Extremistas hindus em Rajasthan ameaçaram matar um pastor, depois de terem agredido sua família e violado o acordo de parar de atacá-los.

O pastor da Igreja, Shantilal Ninama , disse à Compass que os extremistas hindus, em um dos ataques do mês passado, agrediram seu pai, de 65 anos, até que ele ficasse inconsciente.

No dia 8 de junho, depois de concordar em não mais atacar o pastor Ninama e sua família, para que, em troca, retirassem as acusações contra eles na polícia, os extremistas hindus enfurecidos invadiram a casa do pastor e começaram a bater e apedrejar seu pai, sua irmã, sua esposa e seus três filhos. Quando ele foi procurar a polícia, seu pai caiu inconsciente, sua mulher e seus dois filhos se esconderam. A filha se escondeu debaixo da cama e sua irmã fugiu para se esconder nos vales.

“No dia seguinte, falei com Bhim Shankar Sharma, um extremista hindu, para que ele me desse uma cópia do acordo”, disse o pastor Ninama. “Mas ele ficou com raiva e falou ofensas verbais contra mim e contra minha fé, dizendo que sou uma pessoa impura, pois o cristianismo é uma religião impura e de estrangeiros e que cristãos não são dignos de ficar na Índia. Ele me pegou pelo pescoço e me deu um tapa no rosto.”

O reverendo Prabhatkar Malladi, secretário da diocese de Udaipur, disse à Compass que os extremistas estavam ameaçando matar o pastor.

“Os moradores não estão permitindo que nenhum líder cristão entre na aldeia para ajudar o pastor Ninama, mas estamos tomando as medidas necessárias para ajudar o pastor, e um advogado está tomando conta do caso”, disse ele.

“Pessoas bem-intencionadas estão me dizendo para tomar cuidado e não me aventurar sozinho, pois os extremistas estão à procura de uma chance parar me encontrar em paz e me matar”, disse o pastor.

O pastor conta que tem sido ameaçado até por seus vizinhos, que falam que ele traz má sorte para eles por ser cristão. Alguns até tentaram matá-lo por sua fé cristã.

Em outra ocasião, os moradores hindus e vizinhos do pastor organizaram uma reunião e disseram que, se o pastor queimasse sua bíblia e toda sua literatura cristã, eles o deixariam em paz.

Mas o pastor respondeu: “Posso deixar tudo – minha família, minhas propriedades, minha prosperidade – mas não posso renunciar a Jesus, seja qual for o preço.”

Ore pelo pastor Ninama e sua família, para que tenham força e perseverança para passar e superar ainda mais a perseguição e para que o evangelho se espalhe na Índia.


Tradução: Lucas Gregório

Fontes: Compass Direct
               Missão Portas Abertas

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

ESTUPIDOFOBIA!!! - Reinaldo Azevedo


Pessoal, caso não estejam tão bem informados sobre as paradas, vejam o que saiu na mídia durante e após os eventos. São análises realizadas por Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja.

Há dois artigos simultâneos que estou postando... Caso possuam interesse sobre o que o mundo tem falado sobre tais eventos, leiam... Vale a pena se informar!!!

VALE LEMBRAR QUE REINALDO AZEVEDO NÃO É EVANGÉLICO, PORTANTO NÃO FAZ AQUI UMA APOLOGIA AOS EVANGÉLICOS, MAS UMA DEFESA DA CONSTITUIÇÃO, TAMBÉM NÃO É HOMOFÓBICO COMO QUEREM TAXAR OS MILITANTES ÉLEGÊBETISTAS. 

ASSIM COMO ESSE BLOG NÃO É HOMOFÓBICO E NEM APROVA A HOMOFOBIA, NÃO SOMOS ENSINADOS NA PALAVRA A ODIAR E SIM A AMAR, MAS O AMOR CONFRONTA COM A VERDADE E O AMOR EXPRESSA SUAS CONVICÇÕES!!!

"Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade."
2 Coríntios 13:8

"O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." 
Romanos 13:10

"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele."
João 14:21




Tenho feito aqui uma distinção, que considero importante, entre os homossexuais e os militantes homossexuais, que formam uma espécie de sindicato. Tanto é assim que já há até divisões entre grupos envolvidos com a parada gay. As bizarrices que se vêem na avenida, na sua expressão mais carnavalizada, não são representativas dos homossexuais como um todo. Fico cá me perguntado qual seria a caricatura correspondente de um heterossexual. Não deve ser algo que atenda ao bom senso e ao bom gosto. Muito bem.
Os organizadores da parada gay deste ano, sob o pretexto de combater o preconceito, resolveram, de cara, partir para a provocação. O tema do “samba-enredo” era “Amai-vos uns ao outros”, numa evocação da mensagem cristã, que passa a ter, evidentemente, um conteúdo “homoafetivo”, como eles dizem, e, dado o conjunto da obra, homoerótico. É uma gente realmente curiosa: quer a aprovação de um PLC 122 — que, na forma original, impunha simplesmente a censura aos religiosos —, mas reivindica o direito de se apropriar de emblemas da religião para fazer seu proselitismo. E isso, claro!, porque eles só querem a paz, a igualdade e convivência pacífica…
Pois bem: esses sindicalistas do gayzismo — que, reitero, representam os homossexuais tanto quanto a CUT representa todos os trabalhadores — acharam que aquela provocação não tinha sido o bastante. Como nem evangélicos nem católicos reagiram à bobagem, então resolveram dobrar a dose. A organização do evento espalhou 170 cartazes em postes da Paulista em que 12 modelos masculinos aparecem quase pelados, em situações de claro apelo erótico, recomendando o uso de camisinha. Até aí, bem! Ocorre que eles aparecem caracterizados como santos católicos, a exemplo de São Sebastião e São João Batista. Junto com a imagem, a mensagem: “Nem Santo Te Protege” e “Use Camisinha”.
Fingindo-se de tonto, Ideraldo Beltrame, presidente da parada, afirma ao Estadão: Nossa intenção é mostrar à sociedade que todas as pessoas, seja qual for a religião delas, precisam entrar na luta pela prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Aids não tem religião. É uma fala hipócrita, de conteúdo obviamente vigarista, própria de um provocador. Ele poderia ter passado essa mesma mensagem sem agredir valores e imagens que sabe caros a milhões de pessoas que não partilham de sua mesma visão de mundo. Mas quem disse que o negócio dele e tolerância?

É bem possível que o ministro Celso de Mello, com aquele seu tratado sobre a liberdade de expressão que emprestou sentido novo à palavra “apologia” no caso das marchas da maconha, veja na manifestação não mais do que a expressão livre do pensamento. Os 12 modelos desfilavam num carro. As imagens dos “santos” vão decorar 100 mil preservativos que serão distribuídos. Será mesmo que Beltrame está preocupado em dialogar com católicos, evangélicos ou qualquer outro que não partilhe de seus valores? Trata-se de uma óbvia agressão aos valores católicos, que viola direitos que também estão protegidos pela Constituição.
Resta evidente que, embalados pela disposição do próprio Supremo de cassar o Artigo 226 da Constituição para reconhecer a união civil entre pessoas do mesmo sexo, os sindicalistas do movimento gay perderam a noção de medida e de parâmetro. Sexualizar ícones de uma religião que cultiva um conjunto de valores contrários a essa forma de proselitismo é uma agressão gratuita, típica de quem se sente fortalecido o bastante para partir para o confronto. Colabora com a causa gay e para a eliminação dos preconceitos? É claro que não! Não estão eles dizendo que não querem mais ser discriminados nas escolas, nas ruas, campos construções?  Você deixaria seu filho entregue a um professor que acha São João Batista um, como posso dizer, “gato”? Que vê São Sebastião e  não resiste a um homem agonizante, sofrendo? O que quer essa gente, afinal? Direitos?
Ainda é tempo de recuar e desculpar-se, deixando de distribuir os preservativos com as tais imagens. Mas não farão isso. E por que não?
Vanguarda
Na Folha de hoje, escreve o colunista Fernando Barros:
A Parada Gay e a Marcha para Jesus têm mais ou menos a mesma idade. Ganharam visibilidade no país em meados dos anos 1990. Embora sejam eventos globais, com inserção em várias cidades, é em São Paulo que elas de fato acontecem. São o sagrado e o profano, a expressão ritualística ou carnavalizada da afirmação de valores e de direitos de grupos sociais. Neste ano, mais do que nunca, evangélicos e gays & simpatizantes disputaram um cabo de guerra, uma peleja entre o atraso e a vanguarda em matéria de costumes. Ambos, porém, são fenômenos contemporâneos. O embate entre eles desenha uma dialética entre regressão e avanço social no Brasil. Conservadores e intolerantes, os adeptos de Jesus investiram contra a decisão recente do STF, que reconheceu a união civil de casais gays.”
Barros submete os dois eventos a uma leitura marxista — ou marxistizada ao menos — e, consoante com o método, destitui uma e outra do conteúdo específico para ver em ambos aquela que seria a pulsão da história: regressão e avanço. Nesse caso, segundo ele, a vanguarda estaria com os gays, o que seria, digamos, kantianamente notável. Seguisse toda a humanidade o exemplo dessa minoria “vanguardista”, Marina não teria de se preocupar com a destruição das florestas e com as mudanças climáticas. Num prazo que nem seria tão longo, o capital não teria mais como se reproduzir porque também ele depende de um coito específico, não é mesmo? Seria uma vanguarda que nos conduziria à extinção. Só os grilinhos continuariam a cantar em louvor à natureza, a que responderiam os sapinhos, coaxando. De vez em quando, uma onça…
Barros não é bobo, e, por isso mesmo, ele enfatiza: trata-se de “vanguarda” e “regressão”, mas “em matéria de costumes”, até porque os milhões de evangélicos que ocuparam as ruas e praças se confundem, em muitos aspectos, com a tal nova “classe C”, que é considerada até bastante “vanguardista” pelos economistas. Curiosamente, concorre para tanto justamente alguns costumes que o articulista considera “regressivos”, de modo que estaríamos, então, diante de uma, sei lá, “tensão dialética” dentro do mesmo lado: um avanço na economia seria determinado, em boa parte, por uma regressão — ele nem mesmo fala em conservação — nos costumes.
Fico cá imaginando se Max Weber — que não era marxista, por suposto — tivesse aplicado essa mesma leitura ao escrever “A Ética Protestante e O Espírito do Capitalismo”… Em vez de identificar alguns valores que fizeram a revolução capitalista, teria visto só um bando de “regressivos”, dispostos, já que regressivos, a fazer o mundo marchar para trás…
A questão
Esse sindicalismo gay só decidiu partir para o confronto e não vai reconhecer a agressão estúpida aos católicos — própria de quem não quer a paz coisa nenhuma! — porque foi adotada justamente como “vanguarda”. E, vocês sabem, é vanguardista atacar a Igreja Católica desde o século… 16!
É o caso de a Igreja reagir com o devido rigor. É claro que estamos diante de um ato de vilipêndio, que nenhuma religião deve aceitar, sobretudo porque também é um bem protegido pela Constituição. Há de reagir em nome dos seus fiéis, sabendo, de antemão, que vai ser atacada pela imprensa porque, hoje em dia, ter uma religião também não é uma coisa de vanguarda — desde o século 18, pelo menos, é assim… Estamos, como vocês podem notar, diante de idéias realmente novas, que antecipam o futuro.
Que a Igreja Católica, pois, tenha a coragem de apanhar dos jornalistas. A questão é saber quem são seus interlocutores. Se preciso, que vá às portas do Supremo. Se os valores de uma religião não são mais um bem protegido, vamos, então, ouvir isso da boca de nossos doutores. Se for o caso, os católicos pedirão, no mínimo, os mesmos direitos de que gozam os índios, cujas crenças são acolhidas no Artigo 231.
Militância em favor dos direitos dos homossexuais é uma coisa; perverter imagens religiosas, emprestando-lhes um sentido erótico que não têm, é coisa de tarados. Se a Justiça nada pode, então é o caso de convocar a medicina.

Peço a vocês que comentem com moderação. Este blog, como é sabido, não é HOMOFÓBICO. Ele é ESTUPIDOFÓBICO!

Texto Extraído do Blog do Reinaldo Azevedo da Revista Veja! para acessar o blog clique aqui


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