quarta-feira, 24 de agosto de 2011

São os filhos de Deus todos iguais?



"Nenhum homem pode provar que é filho de Deus se não for parecido com o restante da família cristã" - John Blanchard

Já de princípio quero dizer que não concordo com a frase acima, embora reconheça o autor como irmão em Cristo e o recomende por sua grande contribuição para a causa do Evangelho do Reino - Não concordo porque entendo que a prova de que se é filho está no DNA, no sangue e não na aparência. Embora John Blanchard fosse um sábio, não era um brasileiro, aqui podemos entender a diversidade, existem irmãos (por parte de pai e mãe) que são TOTALMENTE diferentes, não estou dizendo somente diferentes, mas que em muitos casos não há semelhança alguma. Já vi até mesmo gêmeos que NEM PARECEM IRMÃOS de tão diferentes que são, tanto na aparência quanto no comportamento e personalidade.Se a afirmação do irmão Blanchard for verdadeira... Coitado de mim, porque minha esposa é descendente de japonês, mas ela não parece nem um pouquinho que seja com japonês, na verdade ela tem olhos enormes (hehe). Fiquei sabendo que há possibilidades de meu filho nascer japonês, pode também nascer loirinho do olho claro (por causa da minha avó), confiram nossas fotos (no perfil ou no fundo do blog) e verão o "problema". Imaginem eu e minha esposa, os dois de cabelo escuro e "brasileiríssimos" andando com um gurizinho loirinho de olhos azuis e outro de olhinho "puxado"? hahaha...



Bom, de qualquer forma quero reafirmar que John Blanchard é um grande homem de Deus (do pouco que sei sobre ele). Apenas não concordo com essa afirmação que, creio eu, ele fez baseado nas famílias britânicas e de tantas outras nacionalidades que nãos têm essa peculiaridade que há no Brasil. O Brasil tem uma característica especial para nos falar da multiforme sabedoria de Deus e da pluralidade da Unidade. Como dizia Santo Agostinho "No essencial Unidade, no secundário Liberdade, em tudo Amor."



Dr. John Blanchard é um internacionalmente conhecido pregador cristão, apologista, professor e autor. Ele já escreveu 30 livros, incluindo dois dos mais utilizados da Grã-Bretanha em apresentações evangelísticas, "Right With God" e o livreto Ultimate Questions . Este último tem mais de 14 milhões de cópias impressas em cerca de 60 idiomas. Seu principal livro Será que Deus acredita em Ateus? , publicado em 2000, foi eleito o "Melhor Livro Cristão" em 2001 no Reino Unido Book Awards cristão, e imediatamente se tornou um best-seller, descrito como "uma defesa brilhante da crença em Deus '.Outros livros que ele escreveu incluem: Verdade da Vida , Whatever Happened to Hell , Conheça o Jesus real , e Bem-aventuranças para Hoje .
Dr. Blanchard está agora fortemente empenhado em Apologética Cristã Popular, um projeto em que está se envolvendo escrevendo, falando, ensinando e transmitindo em defesa da fé cristã. Na sequência do "Será que Deus Acredita em Ateus?" outros livros da série incluem, "A Ciência se livrou de Deus?" , "Deus já passou da data de validade?" , "Conheça o Jesus real" , e "Anybody Out There?" , "Where Do We Go From Here?" , "Evolução: realidade ou ficção?" , "Por que acreditar na Bíblia?", "Por que Jesus veio na Terra?" , "Por que a Cruz?" e "JESUS: Morto ou Vivo?"

 
Dessa maneira nossa "filiação" é somente determinada pela fé em Cristo Jesus, pelo NASCIMENTO DO ALTO.

A nossa filiação em Deus esta relacionada com a salvação. A filiação faz lembrar aquela expressão do apostolo João quando ele escreve dizendo: “Aqueles que o receberam foram chamados filhos de Deus”.




"Mas a todos os que lhe receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus" (Jo. 1:12). "Porque convinha que aquele, por cuja causa são todas as coisas, e por quem todas as coisas subsistem, tendo que levar muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelas aflições o autor da salvação deles" (Heb. 2:10).

Nas duas citações anteriores aparece a palavra filhos. Entretanto, no original grego, a palavra que se traduz aqui como filhos é distinta em ambos os casos. Em João, é teknós (bebês, filhos pequenos), e em Hebreus, huiós (filhos maiores ou maduros). De maneira que se nos apegarmos ao sentido mais exato de ambas as frases teríamos que dizer: "...deu-lhes o poder de serem feitos crianças de Deus", e "...tendo que levar muitos filhos maduros à glória...".

João se refere ao momento em que fomos gerados por Deus, quando nascemos de Deus, como bebê em Cristo. E em Hebreus, é o final da carreira, um filho maduro, que está em condições de ser levado à glória. Assim, pois, a vontade de Deus não é levar bebês, mas sim filhos maduros, à glória.

Quando um menino judeu cumpria os treze anos de idade, realizava-se o Bar-Mitzvá, uma cerimônia na qual o pai de família declarava diante de todos os seus familiares e amigos, com muito orgulho e satisfação, que seu filho, desde aquele dia, era considerado oficialmente um filho maduro, com plenos direitos de herança e de governo na casa. Essa cerimônia, em grego se chama huiothesía, e se pode traduzir como filiação.

A vontade de Deus é levar muitos filhos maduros à glória, filhos que já passaram por esta experiência de filiação. Nós conhecemos a psicologia de uma criança. Ela centra todas as coisas em si mesma. Na casa, os menores atraem a atenção dos pais e de seus irmãos maiores. A criança pequena é imatura. No grupo familiar, ele ocupa o primeiro lugar. Tudo gira em torno dele.

Um filho é maduro quando já pode assumir responsabilidades e, além disso, é capaz não só de cuidar de si mesmo, mas também de vigiar os outros. Na família de Deus, os filhos maduros são aqueles que podem suportar as fraquezas dos pequenos, podem preocupar-se com eles, e até sofrer por eles.

O dia da filiação dos filhos de Deus é um dia de gozo para o Pai. Os treze anos a que nos referimos têm só um valor simbólico. Pode ser que alguém amadureça espiritualmente antes, ou muito depois desse tempo; mas, sem dúvida, este é um ato de muito gozo para o Pai. O Pai olhará com satisfação para esse filho ao qual já pode atribuir alguns trabalhos, ou lhe pôr a cargo de seus irmãos mais pequenos. Esse filho está em condições de fazer uso de sua herança.

A vontade de Deus é que seus muitos filhos pequenos avancem rapidamente para a maturidade. Ele quer ter muitos filhos maduros, e quando isto ocorrer, ele os levará para a sua glória.

Daniel Freire
http://riquezasdecristo-danielfreire.blogspot.com
[um trecho (a segunda metade) desse artigo foi tirado do site www.aguasvivas.ws] 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

FELIZ PÁSCOA!!!



Não, eu não estou atrasado ou adiantado nas comemorações. A PÁSCOA É HOJE MESMO!!! Cristo é a nossa páscoa!

Aleluia! Glória a Deus pelo sangue no madeiro. O sangue do Cordeiro sobre o madeiro nos traz certeza, a promessa de Deus quanto ao sangue traz segurança e a certeza nos traz a Alegria da Salvação."Passem, então, um pouco do sangue nas laterais e nas vigas superiores das portas das casas nas quais vocês comerão o animal." Ex 12.7

"O sangue será um sinal para indicar as casas em que vocês estiverem; quando eu vir o sangue, passarei adiante. A praga de destruição não os atingirá quando eu ferir o Egito." Ex 12.13

Nós não temos somente o sangue espargido: temos também uma confiança absoluta na Palavra inabalável do nosso Deus. Deus disse: "Quando Eu vir o sangue, passarei por vós". Portanto Deus fica satisfeito vendo o sangue lá fora, e nós aqui dentro ficamos descansando na Sua palavra. O sangue espargido é a base da nossa segurança. A palavra proferida por Deus é a base da nossa certeza de salvação.  Porventura há alguma coisa que possa tornar-nos mais seguros do que o sangue espargido, ou que possa dar-nos mais certeza do que a palavra proferida por Deus? Nada, absolutamente nada. Eis a razão da nossa paz!

"Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós." I Co 5.7 - ACF


Em Cristo,

Daniel Freire

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Se os hinos falassem... História do Hino "Tal qual estou"


Charlote Elliot, uma das hinistas mais destacadas do séc. XIX nasceu em 1789. Foi membro de uma família de certa cultura e tradição ministerial (dois irmãos, um tio e um avô foram pastores). Mostrou seu talento poético desde cedo, escrevendo poesias humorísticas. Uma doença séria em 1821 deixou Charlotte inválida para o resto da sua vida. No ínicio, foi rebelde para com Deus. Queixou-se certa vez: “Se Deus me amasse, não teria me tratado desta maneira”. A visita do ilustre pastor e líder da hinologia francesa, H. A. César Malan, mudou sua vida. O Pastor perguntou a Charlotte se ela realmente tinha aceitado a Cristo. Ela se ressentiu com esta pergunta. Malan, prudentemente, não insistiu, mas disse; ”Não insisto em falar nisso, mas orarei para que você entregue o seu coração a Cristo e que se torne uma grande obreira em sua causa”.Duas semanas depois, Charlotte procurou aquele grande evangelista. Falou das suas frustrações e dos seus sentimentos.

- “Que devo fazer para ser crente? ”, perguntou ao amigo.
- ”Deve ser entregar a Cristo, tal qual está”, veio a resposta.
- “Será que Deus me recebe, tal qual estou? ”, perguntou Charlotte, pensando na sua rebeldia, seus temores, e no seu rancor.
- “Sim, tal qual está”, respondeu o Dr. Milan.
Charlotte fez isso e, dali em diante, dedicou sua vida a servir ao Senhor. Manteve uma correspondência com o Dr. Malan por 40 anos, o que muito lhe ajudou a superar sua vida de sofrimentos físicos, e manter um grande ministério espiritual e humanitário. Ao todo, escreveu 150 hinos, que refletiam seu amor pela poesia e pela música. Escreveu muitos hinos especialmente procurando ajudar todas as pessoas que sofriam. Foram publicados em alguns hinários da época. De acordo com Julian, os versos de Charlotte Elliott "São caracterizados pela ternura de sentimentos, simplicidade melancolia, devoção profunda e ritmo perfeito. Para as pessoas sofrendo enfermidades e tristezas, ela canta como poucos."
Em 1834, o irmão de Charlotte procurava organizar uma escola para filhas de pastores sem recursos. Todos ao seu redor se empenhavam a ajudá-lo. Charlotte também queria ajudar, mas, muito doente, era-lhe impossível. Sentia demais a sua invalidez. Mas Deus pôs no seu coração este hino. Escrevendo seis estrofes, lá ajuntou, na sua alma, as grandes certezas, não das suas emoções, mas da sua salvação – do seu Senhor, do seu poder, das suas promessas – e deliberadamente registrou, para seu conforto, a fórmula da sua fé, reiterando a si mesma o evangelho do perdão, da paz e dos céus. A venda do seu hino angariou mais recursos do que os esforços de todos os outros.
"Tal Qual Estou" apareceu pela primeira vez num panfleto em 1835. Charlotte o publicou no seu hinário The Invalid’s Hymn Book (O Hinário Para o Inválido), em 1836. Mais tarde, no mesmo ano, Charlotte adicionou uma sétima estrofe ao hino e publicou-o numa outra coletânea para os que sofrem. Depois da sua morte, em 1871, descobriram mais de 1.000 cartas agradecimento por este hino. Traduzido para muitas línguas e difundido ao redor do globo, o hino tornou-se o mais usado na hora do apelo em cultos evangélicos.
Em setembro de 1934 o muito conhecido pregador batista Mordecai Ham dirigiu uma campanha evangelistica de 11 semanas em Charlotte, Estado de Carolina do Norte, EUA. Para um certo jovem na multidão, religião era um estorvo. Assistiu à reunião sem querer. Enquanto escutava, entretanto, as palavras do pregador tocaram algo nele. Compreendeu que era verdade. Aquela noite, enquanto o coro cantava Tal Qual Estou, o jovem Billy entregou a sua vida a Cristo. Andou até a frente como profissão pública da sua nova fé. Muita gente associa "Tal Qual Estou" com o jovem que entregou a sua vida a Cristo em 1934, o evangelista Billy Graham. Graham, talvez o mais conhecido evangelista da história, tem viajado ao redor do mundo nos seus esforços de trazer Cristo às nações. O cântico que o chamou para fazer a sua profissão pública tornou-se o hino apelo usado em cada Cruzada Billy Granham.
A melodia extensivamente usada nos Estados Unidos com o texto de Charlotte Elliot é WOODWORTH, composta por William Batchelder Bradbury. Originalmente foi combinada com outro texto e publicada na Mandelssohn Collection editada por Hastings e Bradbury, em 1849. Felizmente Sankey, nas coletâneas Gospel e Cânticos Sagrados, publicadas entre 1875 e 1891, uniu a melodia de Bradbury ao texto de Elliot. Usou esta versão nas suas campanhas com Moody. O resultado foi muito feliz e esta versão foi difundida ao redor do mundo. Ao som desta versão, nas campanhas de Billy Granham, onde este hino é o hino oficial de apelo, milhares já foram à frente fazer sua confissão de fé.

Fonte: Ichter, Bill H. Se Os Hinos Falassem. Vol I, Rio de janeiro, Casa Publicadora Batista (JUERP), s/d, p. 328

Para conhecer a melodia veja (e ouça!) os vídeosInterpretado pelo Coral da Igreja Batista de Goierê (Belíssima interpretação)


Interpretação de Robson Monteiro



Segue abaixo a versão da Cantor Cristão (266)

Tal qual estou eis-me Senhor,
Pois o Teu sangue remidor
Verteste pelo pecador;
Ó Salvador me achego a Ti!

Tal qual estou sem esperar,
Que possa a vida melhorar
Em Ti só quero confiar;
Ó Salvador me achego a Ti!

Tal qual estou e sem poder,
As faltas podes preencher
E tudo quanto me é mister;
Ó Salvador me achego a Ti!

Tal qual estou me aceitarás,
E Tu minha alma limparás
Com Teu amor me cobrirás;
Ó Salvador me achego a Ti!
 




A versão da Árvore da Vida

1 Tal qual estou, sem me esquivar,
Sem nada em que me apoiar,
Mas por Teu sangue e Teu chamar,
Cordeiro eterno, venho a Ti!

2 Tal qual estou, sem esperar
Pra do pecado livre estar,
E em Teu sangue me lavar,
Cordeiro eterno, venho a Ti!

3 Tal qual estou, mas inda assim,
Com medos, dúvidas sem fim,
Angústias, lutas dentro em mim,
Cordeiro eterno, venho a Ti!

4 Tal qual estou, sem ter visão,
Mui pobre, vil, em aflição,
Por vida, luz e salvação,
Cordeiro eterno, venho a Ti!

5 Tal qual estou me acolherás,
Perdão e alívio me darás,
Pois prometeste e cumprirás;
Cordeiro eterno, venho a Ti!

6 Tal qual estou, Teu grande amor
Meus muros todos derrubou;
E para ser só Teu, Senhor,
Cordeiro eterno, venho a Ti!

Hino 459 - Editora Árvore da Vida



Nos laços do Calvário

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Eu sou Muito Rico!!!

Eu Sou Muito Rico!
“Tem gente tão pobre que só tem dinheiro”
Bom, eu não tenho uma Ferrari, nem mesmo um fusquinha! Hahaha! Mas hoje eu percebi o como eu sou rico! Como assim?
Sim sim, eu sou muito rico! As riquezas que eu tenho o ladrão não pode roubar, a traça não pode corroer e a ferrugem não pode estragar!
Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Mateus 6:19, 20, 21 
Quero compartilhar algo com vocês. Eu estava reunido com meus amigos hoje, daí eu tive que dar uma saidinha pra levar o meu pai na rodoviária, e durante esse trajeto, eu estava orando a respeito da minha vida, futuro, esposa, ministério e tals, e Deus falou algo muito forte ao meu coração! 
Descobri que ser bem sucedido na vida é estar no lugar certo, com pessoas certas e fazendo o que é certo, desfrutando do tesouro que Deus tem para mim, tesouros estes que ladrões não podem roubar,  a traça não pode corroer e a ferrugem não pode estragar! Eu posso ser um cara bem sucedido estando na África, e em outros lugares onde ninguém gostaria de estar! Mas se ali é o lugar que Deus tem para mim, ou apenas um momento de eu estar, eu serei feliz ali!
Eu não sei explicar o que sinto no meu coração! Mas eu me sinto o cara mais rico do mundo! A graça de Deus e o sangue de Cristo na  minha vida! A alegria e a paz que excede todo entendimento, a presença de Deus, o Espírito Santo e a vida de Deus em mim! Não há dinheiro que pague isso, tudo isso é incomparável! 
Deus é fiel! Sei que, a respeito de tudo aquilo que eu tanto almejo, se necessário, no tempo certo vai acontecer! 
Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.” Mateus 6:33
Eu deixei o meu pai na rodoviária, e voltei ao lugar onde eu estava, me reuni novamente com meus amigos! Lá eu desfrutei de um tempo precioso, com pessoas preciosas, desfrutei de uma das riquezas que Deus colocou na minha vida!
Meus pais, meus irmãos são outros exemplos de riquezas de Deus para a minha vida! O meu ministério, meus pastores, minhas ovelhas e a igreja onde eu congrego! Tudo isso é tesouro!
Eu não tenho uma Ferrari, eu não preciso de uma Ferrari! Mas eu tenho um Deus amado, e esse sim eu preciso! E muito! 
Eu possuo uma família linda, amigos preciosos, pessoas que caminham ao meu lado! E eu desfruto da verdadeira paz e a alegria que só Deus pode me dar! Eu tenho tudo o que preciso! Eu tenho Cristo!
Não conheço o dono dessa Ferrari, mas acredito que ele mora numa casa luxuosa e possui muitos bens, porém, eu sei o que eu tenho! Eu sou mito rico! Espero que o dono dessa Ferrari também seja!
“O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.” Filipenses 4:19
 As riquezas do mundo compram aquilo que as pessoas querem, mas não o que elas realmente precisam! Somente as riquezas de Cristo suprem as nossas necessidades! 
“Porque todos pecaram e necessitam da glória de Deus.” Romanos 3:23
Sem mais,
Tiago (Xitão)
fonte: http://odedotecla.tumblr.com


sexta-feira, 29 de julho de 2011

O paradoxo da Salvação e Galardão


George Cutting apresentou esta questão de forma bíblica e clara em seu livreto intitulado Segurança, Certeza e Gozo da Salvação. Ele disse que “a obra de Cristo e a salvação do crente ficam de pé ou caem juntas.” Isso é, ensinar que a salvação pode ser perdida é insinuar que a obra de Cristo pode ser também abalada. Ele continua dizendo: “O comportamento do crente e o seu gozo ficam de pé ou caem juntos.” Observe como Sr. Cutting faz distinção entre o gozo da salvação e a certeza da salvaçãoO gozo que está relacionado com o comportamento do crente. “Se fosse possível a obra de Cristo cair (e, graças a Deus, isso nunca, nunca poderá acontecer) a salvação cairia juntamente com ela. Porém, quando tropeça (e importa vigiar porque isso é possível), a sua alegria falta-lhe também.”

Prezado leitor, você vê onde o está erro de muitos filhos de Deus? Eles confundem o gozo com a certeza da salvação. Preste atenção nesta importante definição do Sr. Cutting: “A nossa segurança depende da obra que Cristo fez por nós. A nossa certeza depende da Palavra que Deus fala. O nosso gozo depende de não entristecermos o Espírito que habita em nós.” Se um filho desobedeceu seu pai praticando algo que não é do seu agrado, o que acontece? Ele deixa de ser filho? Não! O parentesco entre eles deixou de existir? De modo nenhum! A comunhão entre ele é que foi rompida. Por isso “parentesco depende do nascimento e a comunhão do comportamento.


O Inferno é a Ameaça? 
Devemos observar que a Bíblia nunca coloca o temor do inferno diante do crente como incentivo para que ele prossiga na fé e tenha um viver santo. A Palavra de Deus declara que o crente que peca é castigado se ele não confessar e abandonar o pecado. A filiação com Deus depende do novo nascimento; a comunhão depende da conduta. Por isso, pode haver união sem comunhão. Cremos que este é o sentido das palavras do Senhor Jesus em João 15:2, 6 e do autor da carta aos Hebreus no capítulo 6:7, 8.

Por outro lado, a vida eterna nunca é colocada diante do santo ou do pecador como recompensa. O CRENTE NÃO SERVE A DEUS PARA ESCAPAR DO INFERNO E NEM PARA GANHAR O CÉU. A vida eterna depende do nascimento de cima, porém, o galardão depende da conduta.


O Galardão de Cristo
A distinção entre dádiva e recompensa (galardão) nas Escrituras é bem clara. A graça é imerecida; é dom gratuito de Deus, recebida pela fé, sem dinheiro e sem preço. Na Graça o melhor serviço é sem valor, a obrigação não é reconhecida e o valor não é considerado. Porém, o Galardão é merecido; é o salário pelo serviço prestado, recebido pelas obras através do labor e sacrifício. No Galardão o menor serviço é lembrado, a obrigação é reconhecida e o valor é considerado.

O Galardão depende totalmente do crente; a Graça depende totalmente de Cristo. O Galardão olha para a fidelidade do crente; a Graça olha para a fidelidade de Deus. O galardão reconhece o mais simples serviço; a Graça ignora o melhor serviço.

A linguagem do Galardão é: “Vosso trabalho de amor.” A linguagem da Graça é: “não vem de vós.” A mensagem do Galardão é: “Servi ao Senhor.” A mensagem da Graça é: “Para aquele que não trabalha.” A voz do Galardão é: “Fostes fiel no pouco.” A voz da Graça é: “Nisto está o amor.”


Que Recompensa Teremos? 

Um dia os discípulos de Jesus Lhe disseram: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos; que recompensa, pois, teremos nós? Ao que lhes disse Jesus: Em verdade vos digo a vós que me seguistes, que na regeneração, quando o Filho do homem se assentar no trono da sua glória; sentar-vos-eis também vós sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mt 19:27, 28). Os “tronos” são dados como recompensa e não como dádiva. “E todo o que tiver deixado, casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto, e herdará a vida eterna” (Mt 19:29).

Não devemos nos esquecer que o Galardão é oferecido aos justos; a Graça é oferecida aos perdidos. O Galardão opera entre os salvos, pois Deus não reconhece qualquer valor espiritual nos não regenerados. “Não há ninguém que faça o bem; nem um só.” O Galardão começa a operar aqui e agora: “Ninguém há que tenha deixado casa... que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casa...” (Mc 10: 29, 30). Todavia, o Galardão não será provado em sua plenitude senão na volta do Senhor Jesus: “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa para retribuir a cada um segundo a sua obra” (Ap 22:12).


Assim, que as Promessas do Galardão Possam! 

A) Inspirá-lo a Realizar Maiores Tarefas para Deus:
“Amai os vossos inimigos... fazei o bem... e grande será a vossa recompensa” (Lc 6:27, 35); “E aquele que der até mesmo um copo de água fresca... de modo algum perderá a sua recompensa”(Mt 10:42); “Conheço as tuas obras... amor... fé... darei a cada um segundo as suas obras” (Ap 2:19, 23)

B) Inspirá-lo a Sofrer Mais pelo Mestre Amado :
“Bem-aventurados sereis quando... vos odiarem... expulsarem... grande é o vosso galardão” (Lc 6:22:23); “Conheço a tua tribulação... tua pobreza... dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2:9,10);“Combati o bom combate... acabei a carreira... guardei a fé... desde agora a coroa da justiça me está guardada...” (Tm 4:7, 8).

C) Inspirá-lo a Servir Mais ao Senhor da Seara;“Porque o Filho do homem há de vir... e então retribuirá...” (Mt 16:27); “Bem-aventurado aquele servo... quando ele vier... o porá sobre todos os seus bens”(Mt 24:46, 47); “Então veio o tempo... de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos... e reviveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 11:18; 20:4).


Deus é Galardoador As Escrituras ensinam que a vida eterna é alcançada pela graça por meio da fé. Porém, o galardão vem como conseqüência das obras realizadas depois da fé. Todos os que crêem estão participando de uma corrida e são comparados a um atleta que luta, um guerreiro que batalha, um lavrador que semeia um pedreiro que edifica (I Co 9:24-27; II Tm 2:3-6; I Co 3:9-11). Todas estas comparações indicam esforço e descansam sobre a revelação fundamental de que “Deus é galardoador dos que o buscam” (Hb 11:6). “Muitos discípulos ainda têm os olhos cegados para este mistério do galardão, o qual é um mistério aberto na Palavra. Nós entramos (na vida eterna) por meio da justiça imputada, porém, depois de termos entrado por fé as nossas obras é que determinam nosso posto, nosso lugar e nossa recompensa” (A. T. Pierson).

Esta é, sem dúvida, uma verdade para a Igreja de Jesus Cristo. “Eis que cenho venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra”(ap. 22:12). A quem o Senhor disse estas palavras? “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas” (22:16).


O que Deus Recompensará? Devemos lembrar que a recompensa é como espada de dois gumes: “Vós, servos, obedecei... sabendo que do Senhor recebereis a recompensa da herança; servi a Cristo, o Senhor” porque“quem faz injustiça receberá a paga da injustiça que fez; e não há acepção de pessoas (não há acepção de pessoas para receber segundo as obras) (Cl 3:22-25). Vejamos algumas das coisas que o Senhor há de retribuir naquele dia:

a) Piedade e Conduta Semelhantes de Deus“Amais os vossos inimigos, fazei o bem, emprestai, nunca desanimado; e grande será a vossa recompensa e serei filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus” (Lc 6:35). Aqui a recompensa gira em torno da conduta e caráter à semelhança do nosso Pai celestial. Devemos amar a todos indistintamente assim como faz nosso Pai. Agindo assim é que seremos “filhos” (Ruiós = filhos maduros, grego) do Altíssimo. (Não queri dizer que precisamos das obras para ser filhos, e sim que precisamos delas para sermos FILHOS MADUROS, cf Gl 4.1. O Senhor quer nos preparar para FORMAR A IMAGEM DE SEU FILHO, DE CRISTO, EM NÓS)

b) Devoção Secreta“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”(Mt 6:6). Tal oração será respondida e recompensada.

c) Nossa Atitude de CoraçãoNão julgueis e não sereis julgados... perdoai e sereis perdoados”(Lc 6:37). Um servo do Senhor disse que “nossa vida está colocando, palavra por palavra, à sentença sobre nós nos lábios de Cristo. A bondade e a glória são apenas parte de um todo: a bondade é o lado do sofrimento da glória e a glória é o lado resplandecente da bondade” (D. M. P.).

d) Nosso Serviço“E aquele que der até mesmo um copo de água fresca a um destes pequeninos, na qualidade de discípulo, em verdade em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa”(Mt 10:42). Todo serviço que prestarmos ao Senhor será recompensado. As medidas da recompensa serão devidamente pesadas pelo Senhor: “Quem recebe um profeta na qualidade de profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá a recompensa de justo” (Mt 10:41)

Estas declarações manifestam de forma clara a tremenda e bendita verdade conhecida como a “lei da semeadura”: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque quem semeia na sua carne, na carne ceifará corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl 6:7, 8). Lamentavelmente, quando lemos estas palavras nossas mentes se voltam para o problema do pecado. Entretanto, o sentido aqui é mais amplo, pois Paulo continua dizendo... “façamos o bem a todos, principalmente aos domésticos da fé” (v. 10), e no versículo 6 ele disse: “E o que está sendo instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui.” Está claro que o contexto aqui é semear o bem através das boas obras. A expressão “levai as cargas uns dos outros” (v.2) está intimamente ligada com a questão das nossas posses.


O Melhor Comentário do Salmo 37:3A. B. Simpson contou que John Wesley enviou certa vez uma carta a um ministro pobre. Ela continha as palavras confia no Senhor e faze o bem... e te alimentarás em segurança” (Sl. 37:3). Dentro da carta ele colocou também uma oferta em dinheiro mas nada falou sobre ela. Após receber a carta com a oferta, o tal ministro lhe respondeu: “Caro Sr. Wesley, como poderei agradecer o bastante por sua carta e dádiva? Tenho lido várias vezes este versículo e muitos comentários sobre ele, porém o seu foi o melhor comentário que já vi.” Não devemos esquecer, irmãos, do lado pratico da Palavra do Senhor (Tg 2:15, 16)

e) Nossos Motivos“Guardai-vos de fazer as vossas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles; de outra sorte não tereis recompensa junto de vosso Pai que está nos céus”(Mt 6:1). O Senhor vai recompensar principalmente o “motivo” que nos levou a fazer algo para Ele. Não apenas as boas obras que contam, mas também o motivo que nos levou a praticá-las. “O Senhor... trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor”(I Co 4:5). Deus concede a salvação não merecida, mas nunca o louvor não merecido. “A exaltação na Era Vindoura será na proporção do serviço humilde na Era Presente.” “Qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos” (Mc 10:43, 44).

f) Nosso Sofrimento“Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando vos expulsarem da sua companhia, e vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do homem. Regozijai-vos nesse dia e exultai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu” (Lc 6:22, 23). Esta foi a experiência de Moisés; ele teve “por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hb 11:26). Paulo foi provavelmente, aquele que melhor conheceu o valor do Prêmio e estas foram suas palavras: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz a nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória (II Co 4:17). Este mesmo princípio da recompensa, operou na vida do Senhor Jesus: “O qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz(Hb 12:2).

Nenhum discípulo sábio há de negligenciar tão grande volume de textos bíblicos ou lançar fora tão grande incentivo para a santidade. Nossa descoberta desta verdade no Tribunal de Cristo será tarde demais.

Prezado irmão em Cristo, medite nestas palavras com oração diante do Senhor. Cada palavra, pensamento ou ato nosso é como uma semente que lançamos no solo. Um dia a colheita surgirá: será ela linda ou alarmante? Por isso devemos semear no Espírito e não na carne. Devemos considerar seriamente estes quatro pontos: quando semeamos, o que semeamos,quando semeamos e o porque semeamos.

“OLHAI POR VÓS MESMOS, PARA QUE NÃO PERCAIS O FRUTO DO VOSSO TRABALHO, ANTES RECEBAI A PLENA RECOMPENSA” (II Jo 8).

fontes:
Extraído da Revista Palavra Profética, 1987

segunda-feira, 25 de julho de 2011

QUEM CONHECE AMA



“Lembrai-vos dos encarcerados como se preso com eles;
dos que sofrem maus tratos, como se, com efeito,
vós mesmos em pessoa fosseis os maltratados” (Hb 13.3).


Pink Floyd foi um grupo que fez muito sucesso nos anos
80. Seu líder, Roger Waters sempre foi conhecido pelo seu
temperamento forte e por suas “loucuras”. O filme “The Wall”,
produzido por ele é cheio de imagens psicodélicas, angustiantes,
e claramente rodado sob pesadas drogas alucinógenas. Até
agora, era essa a imagem que eu tinha dele. Porém, nesses
dias vim a conhecer um pouco de sua história. Nasceu na
Inglaterra em meio à 2ª Guerra Mundial, filho de um soldado
que não o viu nascer, enquanto servia na Itália junto ao exército
inglês. Para escapar dos bombardeios alemães sobre Londres,
sua mãe enviou o filho para um lugar seguro no interior onde
permaneceu com outras crianças até o final da guerra.


Alguns anos depois, quando fogos e festas anunciavam
o fim dos combates, os pais foram buscar seus filhos naquele
lugar. Aquele garoto viu seus amigos um a um serem levados,
menos ele. Seu pai não veio, e pela primeira vez teve a clara
consciência de que perdera o pai sem nunca tê-lo conhecido.
Sentiu-se abandonado e sozinho, e esse passou a ser um
tema obsessivo em suas canções. Waters tem passado a vida
procurando o pai ausente num mundo frio e inóspito.


Essa leitura que fiz me aproximou dele, mesmo sem
conhecê-lo. Quando nos aproximamos das pessoas, de seus
dramas e de suas histórias, nossa visão muda. Identificamos-
nos com elas. Descobrimos nelas companheiros de viagem.
Descobrimos também que se trata de garotos e garotas
assustados como nós, buscando um sentido no mundo,
convivendo com a nostalgia de um Pai ausente.


Há alguns dias recebi um telefonema do hospital onde
prestamos capelania. Queriam minha presença urgente
para falar com um paciente que estava muito revoltado e
descontrolado. Corri para lá, e quando entrei no quarto percebi
alguém de maquiagem forte e unhas pintadas. Era um travesti.
Apresentei-me, estendi-lhe a mão, perguntei seu nome, e disse
que estava ali para ouvi-lo e ajudá-lo. Após uma hora inteira de
conversa ele havia se acalmado e eu já conhecia um pouco da
vida do Edson (nome fictício), de sua família, seus temores e
sonhos, seu desvio da fé, as portas que lhe foram fechadas... já
não via mais alguém travestido do sexo oposto, porém um ser
humano digno, embora fragilizado, alguém como qualquer outro
buscando encontrar o centro do seu ser.


Quando nos aproximamos do outro em amor, desaparece
o que nos causava espanto, raiva, ódio, perplexidade, para dar
lugar à pessoa. Não é justamente isso que Jesus fez em todo o
seu ministério? Ao jovem rico que só pensava em sua fortuna,
Jesus “fitando-o, o amou” (Mc 10.21). Diante do Mestre já não
era mais uma “samaritana”, nem uma “mulher” junto ao poço,
mas uma pessoa que ele conhecia sua história e, a despeito de
seus erros, a amou.


Vivemos num mundo cercado de muros que nós mesmos
construímos. Jesus Cristo veio para quebrar as paredes
de separação para nos aproximar uns dos outros. Cristãos
deveriam também parar de erigir muros para construir pontes.
O Evangelho nos desafia: se amais os seus pares, seus
familiares, os que lhe são agradáveis, que recompensas tendes?
Aliás, não precisa ser cristão para amar os seus iguais.


Permanecer junto a quem nos é igual e fechar-se num
grupo, num partido – seja religioso, político ou étnico, é o
caminho mais fácil para desenvolver na alma um sentimento
de oposição, de medo, e é o estopim para um mecanismo de


defesa chamado “projeção”, que nada mais é que jogar sobre
o outro todas as mazelas indesejadas ou rejeitadas – mas não
admitidas – que estão presentes em nós.


Palestinos e judeus que vivem separados por um muro,
odeiam-se mutuamente. Árabes e judeus vivendo em Jerusalém
ou qualquer outra cidade do mundo, quando se conhecem,
vivem amistosamente sem animosidades.


A intolerância diante do pecador é uma das posturas mais
inadequadas que um cristão pode ter. Igreja que não ama
ao pecador abandonou sua principal missão. Não se trata de
condescender com o erro ou pecado, mas de colocar-se ao lado
e dizer: “sei como você se sente, porque conheço também meus
pecados e é justamente por causa deles que estou aqui; por
isso estarei ao seu lado se precisar de mim”.


–“Mas pastor, Jesus disse à pecadora para ela ir e não
pecar mais”. É verdade, só que isso é interpretado de duas
formas: para “nós” é um tratamento a longo prazo, onde Deus
vai nos tratando e curando ao longo da vida. Para o “outro” é
exigido que ele obedeça imediatamente, mesmo quando ele não
tem forças para isso.


Aproximar-se
das
pessoas,
ouvir
suas
histórias,
desenvolver empatia por elas, e colocar-se em humildade nas
mesma condições, permite que olhemos o mundo com os seus
olhos. Esta é a postura que Deus espera de nós! “Lembrai-vos
dos encarcerados como se preso com eles; dos que sofrem
maus tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa
fosseis os maltratados” (Hb 13.3).


Talvez nosso maior desafio seja o de conhecer o outro.
Enquanto são desconhecidos, eles nos assustam e são alvo de
nosso julgamento. Somos capazes de amar somente quando o
distante se faz próximo.


Olhei ao longe e vi um animal caído na estrada. Cheguei
mais perto e vi que era um ser humano. Abaixei-me e reconheci
o meu irmão.


Daniel Rocha, pastor
dadaro@uol.com.br