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segunda-feira, 27 de junho de 2011

A CRUZ DO PASSADO, E A CRUZ DO PRESENTE - A. W. Tozer



Silenciosamente e sem que se apercebesse, uma nova cruz apareceu nesses tempos modernos tomando conta dos círculos evangélicos. É muito parecida com a velha cruz, mas só na aparência, porque é diferente: A semelhança é superficial, e a diferença fundamental. Dessa nova cruz apareceu uma nova filosofia de vida cristã e a partir dessa nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica, um novo tipo de culto e de pregações. Esse novo evangelismo usa a mesma linguagem que o antigo, mas seu conteúdo já não é o mesmo e suas ênfases não são iguais ao velho evangelho.

A velha cruz não estava engajada com o mundo. Para a velha carne adâmica ela significava o fim de uma jornada. Carregava consigo a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana, ao contrário, é uma amiga e, se bem compreendida tornou-se a fonte de bem-estar, de beleza e de inocentes prazeres mundanos. Ela permite que o Adão viva sem interferências. As motivações de sua vida continuam a mesma; o homem não muda. Continua a viver para seu próprio prazer, com a diferença de que agora se deleita em cantar hinos e de ver filmes cristãos – os quais se tornaram substitutos das músicas do mundo e das bebidas. A tônica de sua vida continua o prazer – um prazer num nível mais elevado e intelectualizado.

A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística totalmente diferente. O novo evangelho não exige que a pessoa renuncie à vida de pecado para poder receber uma nova vida. Ele não aborda os contrastes, mas as similaridades. Faz questão de mostrar ao seu auditório que o cristianismo não faz exigências e demandas desconfortáveis, ao contrário, oferece o que o mundo dá, apenas num nível superior. Os glamoures do mundo são substituídos pelos glamoures da nova religião que é um produto bem melhor.

A nova cruz não sacrifica o pecador, apenas o redireciona. Ela o conduz por uma vida mais limpa e alegre e preserva sua auto-reputação. Para o auto-determinado diz: Venha e tome uma determinação por Cristo. Ao egoísta proclama: Venha e se alegre no Senhor. Para o aventureiro, diz: Venha e descubra a aventura da comunhão cristã.

A mensagem cristã segue a moda em voga para ser aceitável ao público. A filosofia por trás dessa cruz pode até ser sincera, mas a sinceridade não encobre sua falsidade. É falsa porque é cega. Perde de vista completamente o sentido da cruz. A velha cruz é símbolo de morte. Está ali para dizer ao homem de forma violenta que sua vida chegou ao fim. No império romano quando alguém passava pelas estreitas ruas carregando uma cruz, já havia se despedido de todos os amigos. Não podia voltar atrás. Tinha de seguir até o fim.

A cruz não permitia acordos, nada modificava e nada preservava. Ela matava o homem completamente e para seu bem. A cruz não fazia acordos com sua vítima; ela agia de maneira cruel e dura, e quando sua tarefa terminava, o velho homem deixava de existir. A raça adâmica está condenada a morrer. Não há comutação ou substituição da pena nem escape.

Deus não aprova nenhum dos frutos do pecado, por mais inocente ou belo que pareçam aos olhos do ser humano. Deus salva o homem liquidando-o completamente pra depois ressuscitá-lo a um novo estilo de vida. A evangelização que traça paralelos amistosos entre os caminhos de Deus e do homem é falsa, anti-bíblica e cruel para as almas dos ouvintes.

A fé de Cristo não anda paralela com o mundo; ela o intercepta. Ao nos achegarmos a Cristo não elevamos nossa velha vida a um plano maior; nós a deixamos na cruz. O grão precisa ser enterrado e morrer, antes de ressurgir uma nova planta. Nós os que pregamos o evangelho devemos deixar de lado a idéia de que somos agentes do bom relacionamento de Cristo com o mundo. Não podemos alimentar a ideia de que fomos comissionados para tornar Cristo agradável aos grandes homens de negócios, à imprensa, à mídia, ao mundo dos esportes e da cultura. Não somos diplomatas; somos profetas, e nossa mensagem não é uma aliança, um acordo, e sim um ultimato.

Deus oferece vida, mas não a improvisação da velha vida. A vida que ele oferece é vida que nasce da morte. É uma vida que se posiciona ao lado da cruz. Todos os que a querem têm de passar sob a vara. Precisam negar-se a si mesmo aceitando a justiça de Deus sobre sua vida. O que dizer de uma pessoa condenada que encontra vida em Cristo Jesus? Como essa teologia pode ser aplicada à sua vida? Simples: O homem tem que se arrepender e crer. Ele precisa deixar para trás seus pecados e depois sentir-se perdoado. Não pode encobrir coisa alguma, defender-se e escusar-se.

O homem não pode tentar fazer acordos com Deus, tem que baixar a cabeça ante o descontentamento divino. Deve reconhecer que está disposto a morrer. Depois, espera e confia no Senhor ressuscitado, porque do Senhor vem a vida, o renascimento, a purificação e o poder.

A cruz que deu fim à vida terrena de Jesus põe fim ao pecador; e o poder que ressuscitou a Cristo dos mortos, agora ergue o pecador para sua nova vida com Cristo. Àqueles que fazem objeção a esse fato ou acham que é um ponto de vista estreito e particular da verdade, é preciso dizer que Deus estabeleceu sua marca de aprovação dessa mensagem dos dias de Paulo até hoje. Ditas ou não com essas mesmas palavras, este tem sido o conteúdo de todas as pregações que trouxeram vida e poder ao mundo ao longo dos séculos. Os místicos, os reformadores e os avivalistas deram ênfase à cruz, e sinais, milagres e maravilhas de poder do Espírito Santo são testemunhas da aprovação de Deus.

Será que nós, os herdeiros desse legado de poder podemos contender com a verdade? Será que podemos com nossos lápis (escritos) apagar a marca registrada ou alterar o modelo que nos foi mostrado no monte? Que Deus nos proíba! Preguemos sobre a velha cruz e conheceremos o velho poder.

Extraído de "Man, the Dwelling Place of God" (O Homem: Habitação de Deus), 1966.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Toda a história da vida esmagada em 4 minutos

Olá amados irmãos, ví esse vídeo postado no site Preciosa Semente e resolvi postar aqui no blog com a transcrição para facilitar a compreensão, já que o irmão fala em uma linguagem peculiar e muito rápido.

(bom lembrar que, se você recebe essas postagens por email precisa acessar o blog (siga o link riquezasdecristo-danielfreire.blogspot.com) para ver o vídeo, provavelmente ele não aparecerá em em seu email, assim como não apareceu o vídeo "Evangelho segundo o Twiter")

VOCÊ TEM 4 MINUTINHOS DE ATENÇÃO?

4 MINUTOS PODEM SER DECISIVOS PARA SUA ETERNIDADE...


A idéia é um acróstico com a palavra Gospel (evangelho em inglês, embora no Brasil a palavra tenha uma conotação diferente e até pejorativa por muitos, estou falando da palavra "gospel" e não "evangelho", em países de fala inglesa significa apenas evangelho, uma referência à Boa Nova de Cristo)

GOSPEL (Evangelho)
GOD (Deus)
OUR (Nossos)
SINS (Pecados)
PAYING (Pagamento)
EVERYONE (Todos)
LIFE (Vida)
God.Our. Sins. Paying. Everyone. Life.
Deus. Nossos. Pecados. PagamentoTodosVida.
É toda a história da vida esmagada em quatro minutos.
A totalidade da humanidade na palma de sua mão. Esmagada em uma frase.
Ouça, é intenso, certo?


DeusNossosPecadosPagamentoTodosVida.
A maior história já contada e que quase nunca é contada.


Deus.
Sim, Deus.
O Criador e Doador da vida, em com “vida” quero dizer “toda e qualquer forma de substância”.
Visível e invisível, que pode e não pode ser tocada.
Pensamentos, imagens, emoções; Amor, átomos e oceanos.
DEUS.
Tudo isso obra de Suas mãos, dentre elas Sua obra prima.
Feita de forma tão única que os anjos olharam curiosamente.
A única coisa na criação que foi feita à Sua imagem.
Um conceito tão frio, razão que me deixa atrevido:
Que Deus soprou no homem e ele se tornou uma alma viva.
Formada com a intenção de ser infinitamente, intimamente apaixonado.
Criador e criação mantida num laço eterno.
E foi colocado no paraíso perfeito até algo dar errado.
As espécies foram enganadas e começaram a cobiçar Seu trabalho. Uma lista ímpar de reclamações, como se o sistema não estivesse funcionando.
E usaram esse mesmo fôlego, que Ele graciosamente nos deu, para amaldiçoá-Lo.
E as sementes do pecado se espalharam pelo genoma de nossas almas.
E pela natureza de sua natureza, sua espécie, você participou da revolta.


NOSSOS.
Sim, NOSSOS pecados.
É de natureza hereditária.
Escureceu o coração humano. Acabamos antes de começar.
Enganados desde o primeiro dia e levados por nossa própria concupiscência.
Não há uma religião no mundo que não concorde que há algo de errado conosco.
A questão é:
O que? E como consertamos isso?
Estamos eternamente separados de um Deus que pode ou não ter existido?
Mas esse é outro assunto.
Além disso, tentar provar a Deus é como defender um leão.
Irmão, ele não precisa de sua ajuda.
Apenas destranque a jaula.
Vamos falar sobre como nossa dívida pode ser paga.
Curto e doce:
O problema é...


PECADO.
Sim, PECADO.
É um câncer, uma asma, sugando o vigor da nossa vida, forçando a separação de um Deus Perfeito e Santo.
E a única maneira de voltar é voltar à perfeição. Quão ingênuo...
Tentarmos passar o curso da vida, sem cumprir o roteiro.
Assim somos nós:
Amontoe suas boas obras;
Cante, ore, medite.
Mas tudo isso, é claro, é borrifar perfume em um cadáver.


[nota: o que ele está dizendo aqui é que nossas boas obras não são capazes de dar vida ao nosso espírito, nossos atos de justiça são como trapos de imundícia (Is 64.6)]

Ou optar por ignorá-lo, como se algo não fedesse.
É como pisar em coco de cachorro e recusar-se a limpar seu sapato.


[já aqui ele remete ao fato de que algumas pessoas simplesmente não querem ver que há algo errado, de que estão sob a justiça de Deus, de que estão em pecados, acha que "colocando na prateleira (ignorando) resolverão o problema do pecado, no entanto Jesus se manifestou para tirar os pecados. Esta libertação só não acontece quando: 1- tentamos ignorar o pecado 2 - Tentamos justificar a nós mesmos 3 - Tentamos esconder o pecado 4 - tentamos transferir a culpa.]



Mas tudo isso termina com: “Quanta bondade é bom o suficiente?”
Pegue sua lista boba de boas ações e compare com a perfeição. Boa sorte!
Isso está muito acima do seu nível salarial.
O custo de sua alma?
Você não tem grana suficiente no seu cofrinho.
Mas você poderia tentar!
Mas sugiro que jogue fora a lista.
Porque mesmo os seus bons atos são uma extensão do seu egoísmo.
Mas é aí que fica interessante.
Espero que você esteja ouvindo atentamente.
Por favor, não entenda mal. É isso que faz a nossa fé única.
Aqui está o que Deus chama de a “Parte A” do Evangelho:
Você não pode consertar a si mesmo. Pare de tentar. É impossível.
O pecado traz a morte.
Devolva a Deus Seu fôlego. Você O deve!
Eternamente separados! E a única maneira de corrigi-lo é alguém morrer em seu lugar.
E esse alguém tem que ser perfeito ou o pagamento não será permanente.
Então, se e quanto você encontrar  uma pessoa perfeita, pegue essa pessoa para trocar literalmente a perfeição dela pelo seu pecado e morte.
Claramente, uma vez que o único que pode satisfazer os critérios de Deus é Deus, Deus enviou a si mesmo, Jesus, para pagar o preço por nós.
Sua Justiça, Sua morte, funcionaram como...


PAGAMENTO.
Sim, PAGAMENTO.
Escreveu um cheque com Sua vida.
Mas na Ressurreição, todos aplaudimos, porque isso significa que o CHEQUE FOI COMPENSADO!
Pés atravessados, mãos furadas, o Filho do Homem manchado de sangue.
Plenitude, perdão, a passagem livre para a Terra Prometida.
Do mesmo fôlego que Deus soprou em nós, Deus abriu mão para nos redimir.
E qualquer um, e todos.
E com “todos” quero dizer...





TODOS.
Que colocaram sua fé e confiança nEle, e somente nEle, pode estar em plena confiança do perdão de Deus.
E essa é a promessa:
Que você tem acesso total garantido para voltar à unidade perfeita.
Simplesmente por crer em Cristo, e somente em Cristo, você está recebendo VIDA.
Sim,


VIDA.
Este é o Evangelho:
DEUS. NOSSOS. PECADOS. PAGAMENTO. TODOS.     VIDA.
God.   Our.        Sins.         Paying.         Everyone. Life.



terça-feira, 24 de maio de 2011

Amazing Grace - Tradução de Délcio Meireles


Em comparação da versão em português, vemos o quanto se perde muitas vezes em uma versão, e não estou falando de quantidade, mas do peso mesmo das palavras, da profundidade de experiência do autor em contraposição à do tradutor (da versão), da riqueza teológica e da sensibilidade e ao mesmo tempo aousadia poética.

Temos ainda essa tradução de Délcio Meireles:

compare e comente:



Amazing Grace, how sweet the sound,

That saved a wretch like me.

I once was lost but now am found,

Was blind, but now I see.


Maravilhosa Graça, como é doce o som,
Que salvou um miserável como eu.
Eu estava perdido, mas agora fui encontrado.

Era cego, mas agora eu vejo.



T'was Grace that taught my heart to fear.

And Grace, my fears relieved.

How precious did that Grace appear

The hour I first believed.


A Graça que ensinou meu coração a temer.
E a Graça, aliviou meus temores.
Quão preciosa se mostrou esta graça
Na ocasião em que eu cri.




Through many dangers, toils and snares

I have already come;

'Tis Grace that brought me safe thus far

and Grace will lead me home.

Através de muitos perigos, labutas e armadilhas
Eu já cheguei;
Foi a Graça que me trouxe seguro até aqui
E a Graça me levará para casa.



The Lord has promised good to me.

His word my hope secures.

He will my shield and portion be,

As long as life endures.

O Senhor me prometeu o bem
Sua palavra sustenta a minha esperança.
Ele será meu escudo e porção,
Enquanto a vida perdurar.


O irmão Délcio não encontrou nos melhores hinários em Inglês o seguinte verso:

Yea, when this flesh and heart shall fail,

And mortal life shall cease,

I shall possess within the veil,

A life of joy and peace.
Sim, quando esta carne e coração vierem a falhar,E a vida mortal, cessar
Vou possuir dentro do véu,
A vida de alegria e paz.


[Parece que foi um acréscimo de alguém, não consta como sendo de autoria de John Newton. O verso seguinte segue normalmente como no original.]


When we've been THERE ten thousand years

Bright shining as the sun.

We've no less days to sing God's praise

Than when we've first begun.

Quando tivermos passado dez mil anos lá
Brilhando fortemente como o sol
Não teremos menos dias prá cantar os louvores deDeus
Do que quando começamos no princípio.



compare com a versão em português.
Tradução do hino "Amazing Grace"